Hoje é aniversário de uma pessoa muito especial: Suane Cristina Soledade Pedroso. E contar a história dela, pra mim, é também revisitar pedaços da minha própria caminhada em Belterra.
Meu primeiro contato com a Suane foi lá atrás, quando ela era estagiária do Magistério e eu estudava a quarta série na Escola Waldemar Maués, numa época em que o ensino fundamental ainda ocupava aquele espaço cheio de memórias. Eu era só uma criança, mas algumas pessoas a gente guarda sem saber por quê — e a Suane foi uma delas.
Depois disso, a vida foi tratando de nos aproximar em outros momentos. Eu a encontrava quando ia fazer trabalhos de escola com a Raquel, sua prima. Eram encontros simples, mas que iam, aos poucos, costurando uma presença.
Um tempo depois, participamos do I Festival da Canção de Belterra. Ela conquistou o segundo lugar com a música “Amar é uma arte”. E ali já dava pra perceber: a Suane não era só alguém que gostava de música — ela era música.
Nos reencontramos novamente em meados de 2007, quando eu trabalhava como coordenadora da Casa Brasil. Ela já era professora de música, tinha uma filha pequena, a Riane, e carregava no ventre o Rian, seu segundo filho. Foi nessa fase que comecei a conhecer mais profundamente suas composições sobre Belterra — canções que não apenas falam da cidade, mas que sentem a cidade. Foi impossível não me encantar.
Acompanhei também quando ela produziu o CD do Festival do Açaí da comunidade Piquiatuba, sempre valorizando nossa cultura e nossas raízes. Depois veio sua formação em Pedagogia e a aprovação no concurso de Belterra, em 2008, firmando ainda mais seu compromisso com a educação.
A Suane também fez parte da história da minha família: foi professora dos meus sobrinhos. Guardo com muito carinho as lembranças das apresentações da Bandinha da Creche Frei Osmundo, nos desfiles de 7 de setembro. As crianças, com seus instrumentos feitos de latinhas de conserva e de leite, enchiam a avenida de alegria — e eu amava ver meus sobrinhos ali, participando de algo tão bonito, guiados por ela.
Eu e a Ana Hilda, sua prima, fomos muitas vezes até Santarém assistir suas apresentações no Servifest. E era sempre assim: a Suane subia no palco e simplesmente dava show. Havia talento, sim — mas havia, sobretudo, verdade.
Em 2015, ela esteve ao meu lado na produção da campanha Quem Ama Abraça, ensaiando com as crianças da Escola Darcy Vargas. Mais uma vez, usando a música como instrumento de transformação.
Tive ainda a alegria de participar de um dos momentos mais especiais da sua vida: seu casamento com meu grande amigo Elias Pedroso. Foi na praia de São Domingos, num cenário lindo, à altura da história que eles constroem juntos.
A vida seguiu, e em 2022 nossos caminhos se cruzaram novamente no Centro de Artes Professora Josefa Borges. Eu como vigia, ela firme na sua missão como professora de música. E ali tive a honra de acompanhar de perto o nascimento de canções, os ensaios com seus alunos, o cuidado com cada voz, com cada detalhe.
Em 2025, tive a alegria de vê-la como cerimonialista do Mulher de Destaque – I Edição, conduzindo aquele momento com a sensibilidade e a presença que já são suas marcas.
E agora, mais uma vez, ela se reinventa e encanta: está preparando uma linda apresentação com o Centro de Artes para o aniversário da cidade, com sua composição “Janelas da História”, reafirmando seu amor por Belterra através da música.
Nos últimos anos, a Suane tem ampliado ainda mais sua missão, agora também na evangelização — no rádio, na igreja e com a iniciativa Proclamai, através da Igreja Batista. Todas as quintas-feiras, ela liga o microfone e leva sua mensagem a quem passa pelos arredores da Praça Brasil. E ontem mesmo, dia 16, pude presenciar isso de perto, enquanto gravava alguns vídeos por lá.
A Suane é dessas pessoas que transformam o lugar onde estão. Seja na sala de aula, no palco, na igreja ou na praça — ela sempre deixa um pouco de luz, de som e de esperança.
Hoje, só posso agradecer por ter acompanhado tantos capítulos dessa história e desejar que Deus continue abençoando sua vida, sua voz e sua missão aqui em Belterra.
Feliz aniversário, Suane. Que tua canção nunca deixe de ecoar. 🎶✨